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Guia Natural 

Com a facilidade de obter conhecimento e informação hoje em dia, cresce a preocupação em ser natural, em resgatar modos de vida que estejam conectados com a natureza, que utilizem produtos oriundos dela e não a agridam.

Com o passar dos anos e a percepção de que a utilização de produtos e meios sem a preocupação com o impacto que eles trazem para o corpo e para o meio ambiente tem trazido grandes problemas para as pessoas e ecossistema. Porém soluções mais sustentáveis estão sendo cada vez mais descobertas para preencher as necessidades de âmbito cotidiano e ao mesmo tempo cuidar da natureza dentro da contribuição que cada um de nós pode oferecer.

Os cosméticos são produtos que já estão trazendo uma maior consciência sobre este tema. Saiba mais sobre componentes não naturais que podem estar contidos nos produtos que você usa no seu dia-a-dia.

Sulfato (sodiumlaureth sulfate) (sodiumlauryl sulfate)

O Lauril Sulfato de Sódio (LSS) é um detergente que faz parte de muitos produtos cosméticos como shampoo e entre outros.

É um desengordurante muito eficaz e barato que não só limpa como tira toda a camada lipídica que serve de proteção para os cabelos, provocando ressecamento.

Os Shampoo sem Sulfatos agridem menos os cabelos e o couro cabeludo. Limpam com suavidade, evitando o ressecamento e a porosidade.

Esse tensoativo, dependendo da concentração, pode desencadear reações alérgicas nos olhos e na pele, sendo que quanto maior a concentração do surfactante, maior será a chance de desenvolvimento de reações alérgicas.

Segundo estudos, o Lauril Sulfato de Sódio é capaz de modificar o funcionamento de proteínas e passar pelas membranas enzimáticas, provocando efeitos tóxicos em animais e também em humanos. Em corpos d’água, o tensoativo pode ser degradado em até 12 dias em temperatura ambiente.

Silicone (dimethicone) (Ciclomethicone)

O silicone é um ingrediente petroquímico, tecnicamente conhecido como um polímero a base de silicone.

Quando em contato com os fios, o silicone forma uma camada protetora deixando com aparência de liso, o que aparentemente parece bom. Porém com o uso contínuo, as fibras dos cabelos vão enfraquecendo e os fios começam a quebrar. Imagine ter uma cobertura fina semelhante ao plástico sobre os fios do seu cabelo? Essa camada impede que os cabelos recebam os nutrientes necessários para a hidratação dos fios.

E não é diferente quando o silicone está em contato com a pele, no primeiro momento apresenta uma aparência de pele mais bonita e sedosa, porém está interferindo nos processos naturais da pele, como sudorese, regulação da temperatura, desprendimento de células mortas da pele, e assim por diante.

A exposição prolongada pode aumentar a irritação da pele e criar uma dependência no produto. Assim como vaselina, o silicone ou dimeticona, como é conhecido, pode realmente ressecar a pele, quanto mais você usá-lo, uma vez que interfere com os processos de hidratantes naturais, fazendo com que linhas finas e rugas fiquem mais visíveis.

Há também alguma preocupação de que o silicone está prejudicando o meio ambiente. É não-biodegradável, o que significa que podem poluir o meio ambiente, tanto durante o processo de fabricação e depois de ser utilizado, no processo descartável.  

Sua pele não precisa de produtos químicos para uma aparência saudável e suave. A maneira para mantê-la bonita é alimentá-la, tanto dentro como fora, evitando o contato com ingredientes nocivos a pele e a saúde.

Óleo mineral (paraffinumliquidum)

O óleo mineral é um subproduto líquido de destilação de petróleo para produzir gasolina e de outros produtos à base de petróleo a partir de petróleo bruto. É claro, incolor e insípido, e é produzido em grandes quantidades. Há uma diferença na maneira como estes óleos são refinados. Os usados em produtos cosméticos são geralmente altamente refinado, enquanto que aqueles usados em óleos para automóveis e líquidos são muitas vezes não refinados ou apenas ligeiramente tratados. O óleo mineral é também usado em uma tonelada de produtos de cuidados pessoais para a composição de loções corporais e cremes hidratantes.

Uma das outras grandes preocupações relativas à utilização do óleo mineral sobre a pele é o fato de criar uma barreira sobre ele. Esta é realmente uma das razões pela qual o óleo tem sido usado em loções durante tantos anos. Criando uma barreira sobre a pele, ele ajuda na perda de água adicional, que pode ajudar a pele segurar mais umidade e reduzir a secura.

A pele humana desempenha um papel vital na produção de vitamina D e no arrefecimento do corpo com o suor e a ejecção de toxinas. Alguns acreditam, portanto, que o óleo mineral pode prejudicar a pele de execução dessas tarefas. 

DEA (cocamide DEA)

A Cocamida DEA é um espessante frequentemente usado na indústria de cosméticos, porém buscamos alternativas pois a DEA foi considerada potencialmente cancerigena. 

O Estado da Califórnia proibiu a Cocamida DEA, também conhecida como CocamidaDietanolamina, na produção de shampoo e sabonetes.  Mesmo em baixa concentração a DEA pode causar irritação e alergias.

Triclosan (triclosan)

Triclosané um agente antibacteriano e conservante frequentemente encontrado em desodorantes, cremes dentais e sabonetes líquidos ou em barra. Segundo o Environmental WorkingGroup (EWG) – organização americana que, dentre outros temas, é especializada em pesquisa nas áreas de produtos químicos tóxicos – o Triclosan está ligado a distúrbios endócrinos (mesmo em baixas concentrações), bioacumulação (com o tempo, sua atividade antibacteriana torna-se ineficaz) e é classificado como alergênico (pele, olhos e pulmões) pela União Européia.

Em 2010, o FDA publicou um comunicadoalertando o consumidor de que embora o Triclosan ainda seja considerado seguro, ele passará por uma análise mais aprofundada, já que alguns estudos apontam desregulação hormonal por conta do ingrediente.

Cloridrato de Aluminio (Aluminiumchlorohidrate)

Seu uso é diário e poucos se aventuram a não utilizar o antitranspirante num país tropical como o Brasil. Mas recentemente esse recurso tem sido, talvez precipitadamente, associado ao aparecimento do câncer de mama.

Existe a hipótese de que o efeito do alumínio em células humanas possa ter implicações na sua origem. O alumínio não é um componente fisiológico da mama, mas foi medido há pouco no tecido mamário humano com níveis superiores aos encontrados no sangue.

Alguns estudos demonstraram a absorção do alumínio em aplicação tópica através dos sais de alumínio (cloridrato de alumínio,cloreto de alumínio ou complexos de alumínio-zircônio) contido nos antitranspirantes, os quais, comprovadamente,

apresentam efeitos tóxicos ao organismo humano em determinadas quantidades e cumulativamente. Apesar disso, as pesquisas ainda não são conclusivas e muito menos consensuais. Mas a abordagem sobre a absorção de sais de alumínio

deve continuar sendo investigada e na mira dos pesquisadores da área.

Corante (CI)

O corante é uma matéria prima petroquímica derivada do Petróleo. Apesar de regulamentado pela ANVISA o corante artificial pode fazer mal a saúde pelo fato dele ser mais propenso a causar alergias.

PVC (POLY VINYL CHLORIDE)

O PVC é o único plástico que não é produzido exclusivamente por petróleo, como os demais, e sim por uma mistura de 57% de sal marinho e 43% de petróleo.
Sua produção é fonte principal de 2 substâncias químicas perigosas à saúde humana: dioxinas e os ftalatos. Elas levam a problemas reprodutivos, câncer, entre outras doenças. No Brasil existe um projeto de Lei 4.290, da Câmara Federal, que proíbe a utilização deste material em brinquedos e em outros artigos infantis.

Com o avanço da tecnologia de embalagens, cada vez mais o seu uso esta se tornando dispensável, ajudando não só o meio ambiente, mas também quem produz esse tipo de material. 

BPA (Bisofenol A)

O Bisofenol A, mais conhecido como BPA é uma substância é proibida em países como Canadá, Dinamarca e Costa Rica, bem como em alguns Estados norte-americanos, mas no Brasil era utilizada na produção de garrafas plásticas, mamadeiras, produtos de higiene bucal e produtos de plástico variados, sendo proibida apenas ao final de 2011. Cientistas já detectaram que as substâncias, assim como outras resinas de plástico, geram malefícios ao meio ambiente e, principalmente, à saúde humana.  

Flúor (sodiummonofluorophosphate / sodiumfluoride)

A ingestão de flúor pela água e por meio de cremes dentais tem sido considerada excessiva, por se tratar de um metal pesado em muitos países, o flúor foi banido da água. Ex: Dinamarca, Suécia. 

Parabenos (Methylparaben, Butylparaben, Ethylparaben, Propylparaben)

De acordo com o Food and Drugs Administration (FDA) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo dos EUA, os parabenos são uma classe de compostos químicos, normalmente utilizados como conservantes, principalmente em cosméticos. Os tipos mais comuns são o metilparabeno, o propilparabeno, o etilparabeno e o butilparabeno.

Pesquisas na área de saúde apontam que o uso de produtos que contêm parabenos pode estar associado a casos de cânceres, alergias cutâneas e envelhecimento precoce da pele. Além disso, eles podem ser tóxicos mesmo em baixa quantidade.

Já existem no mercado outros substancias com ações ate mais eficácias que os parabenos na conversação de produtos cosméticos e medicamento. Por isso o seu uso tem sido banido nos ultimo anos .

O parabeno interfere no sistema endócrino de humanos e animais - ele possui uma atividade estrogênica - por conta disso ele é considerado um disruptor endócrino. Atualmente, essas substâncias vêm ganhando relevância, pois mesmo em doses pequenas podem causar malefícios à saúde e ao meio ambiente.

*EWG - www.ewg.org